De repente, aquele seu filme que você começou a projetar aos 10 anos e exibiu na sua cabeça na hora e dormir, se torna real. Você é a protagonista. É real: agora mora sozinha, já independente (talvez não tão independente assim pq precisa de um pa(i)trocínio para prosseguir com sua proeza...), com um namorado adulto, legal, cursando o que sempre sonhou... e assim vai. Tudo parece perfeito! Estava tudo prontinho, só esperando você chegar!
Seu próprio espaço conquistado. A roupa que vc quer vestir sem precisar da opinião de ninguém, a cama arrumada ou não, comer o que quiser, arrumar os móveis como quiser. ter um gato só seu.
Sair de casa sem precisar avisar ninguém e voltar quando der na telha. mesmo que seja pra ir no supermercado e resolver de ultima hora que quer fazer uma busca na locadora e jantar no restaurante mesmo.
Tudo isso é muito bom. Depois que está feito, difícil querer voltar ao que era antes.
Só que junto disso, tem que deixar no caminho uma coisa que você nem percebe, mas que causa um sentimento estranho e que só cresce... minuciosamente e é quase imperceptível, mas cresce. E uma hora você percebe que está triste sem saber o por que, que não quer levantar da cama pq nada vai fazer diferença mesmo... que pode estar com amigos queridos, na montanha, no café, no museu, na mesa do bar, na sala assistindo novela... pode estar com o melhor namorado ou paquerando todo mundo que quiser quando solteira, e nada, absolutamente nada disso te põe no chão, te preenche como gostaria. Tudo toma uma proporção mínima... tudo parece de mentira, artificial... não q seja realmente, mas é que neste momento só uma coisa te interessa: voltar e beber na fonte da alegria.
Esta fonte está a 450 km e custa um valor chinfrim, mas que ironicamente é o suficiente para não deixar a gente se ver... se sentir... rir daquilo que só nós vemos graça... brigar e resolver coisas em um segundo, fazer silêncio e mesmo assim entender tudo o que o outro está sentindo e... sentir a felicidade de um amor que sim... esse sim não acaba e não muda nunca!
As vezes esta saudade faz a gente chorar (como agora), ficar com raiva, ficar puta, preencher com chocolate ou com passeios que - ai como eu queria que fosse verdade- a gente espera ser "milagrosos". Em 24 anos percebi como o eu te amo é sutil... não está só na verbalização... também está nos atos, na ausência, na companhia... E este a qual me refiro é o mais convincente, seguro e verdadeiro eu te amo que já conheci na vida...
E cada vez é mais difícil pensar e escrever sobre isso porque... não se assuste... mas as vezes a vontade é de fugir da própria carne (minha frase costumeira), porque me acho uma tola, perdida, egoísta e uma tonta, que levanta uma bandeira que se quer me garante que isso tudo está valendo a pena.
As coisas mudam... um dia você leva um pé na bunda e tem que chorar pelo telefone, acaba o curso (aquele que era o sonho da tua vida) e leva a foto de vocês na formatura, começa a se ferrar pra viver do seu próprio trabalho - essa hora é inevitável... é difícil, dói mas a gente consegue no final... e começa outro sonho de novo... E vocês, graças a Deus, acreditam junto!
Mas de vez em quando uma pergunta tosca assinala na minha cabeça: pra que tudo isso?
Não sei. Só sei que quero cresce mais. E não sei como seria voltar pra junto d vcs definitivamente. Talvez fosse melhor, talvez não. Só sei que vou conseguir. E por vocês.
Sinto saudades do simples que é estar ao lado de vocês. um simples tão simples porem poderoso, que completa e faz a coisa mais difícil e complicada se tornar insignificante.
Acabo com Renato Russo:
"Eu aprendi a ter tudo que sempre quis... só não aprendi a perder"...
Sou uma menina ingênua e ambiciosa. Sou a mistura dos meus pais que saiu incapaz de deixar algo pela metade. Pago o preço sem saber o quanto pra chegar onde quero, mas...
... Perco momentos (ao lado de vocês) maravilhosos e mais preciosos do que qualquer conquista que eu possa ter ... E que não se sustentam muito quando não posso comemorá-las com vocês.
oie
ResponderExcluirsem sombra de dúvidas (e olha que eu sou libriana) a família é a base de tudo, é o sangue, é o que da força pra sair da cama pela manhã, é a razão pra não desistir e seguir sempre em frente.
ResponderExcluirmas amiga, não fica assim.. logo logo vc vai ter o colinho dela de novo... e que bom que vc pode sentir saudades e sofrer de amores pela família! a gente as vezes nem se dá conta que temos o maior e o melhor amor de todos, que é o deles. então celebra que vc tem eles pra sentir tanta saudade!
qq coisa grita que eu escuto ( literalmente) beijo crazy girl.
"As coisas que se vêem são temporais, e as que se não vêem são ETERNAS!!"
ResponderExcluiro MAIOR E MELHOR sentimento que o ser humano pode ter e ser grato por ele, é O AMOR!... e obtemos esse sentimento pela nossa BASE: a FAMÍLIA! Não precisamos perdê-la pra dar valor ao que ela realmente respresenta, basta ficarmos distantes por um tempo, ou simplesmente fazermos um minuto de silêncio... perceberemos a raridade e a satisfação de termos algo tão valioso e eterno em nossas vidas....
as vezes faltam palavras pra demonstrar tanto carinho e felicidade por te ter em minha vida... POR ISSO ....
eu digo
EU TE AMO POR TUDO O É!!!
beijosss
de sua eterna irmã
Carla
Vale apena correr atrás dos sonhos e os momentos jamais serão perdidos! Você sempre estará no coração daqueles que aqui ficaram. És Admirável. Saudade aqui, e muito sucesso a vc ai! :)
ResponderExcluirMil beijos